google-site-verification: googleff0548b35ec7a6b9.html Transtorno Bipolar Afetivo O que é transtorno bipolar Transtorno bipolar

Transtorno Bipolar Afetivo

 Transtorno bipolar afetivo (Resumo)

Transtorno Bipolar Afetivo é um conjunto completo de sintomas de mania, durante o curso da doença, acompanhado de um episódio de depressão.

O Transtorno Bipolar Afetivo I pode ocorrer de três formas:

-Transtorno Bipolar Afetivo I, episódio maníaco único: o paciente deve estar passando por seu primeiro episódio maníaco.

-Transtorno Bipolar Afetivo, recorrente: encerra a fase maníaca e se inicia a fase depressiva, com pequeno espaço de intervalo entre ambas as fases, cerca de dois meses.

– Episódios mistos: os estados depressivos e maníacos ocorrem com rápida alternância ou concomitantemente.

Passamos neste momento a estudar as alterações de algumas funções psíquicas deste transtorno.

Transtorno Bipolar Afetivo

Sintomas do Transtorno Bipolar Afetivo

Mudanças no humor

  • Um longo período sentindo-se exageradamente feliz ou com elação do humor
  • Humor extremamente irritado, agitação, sentindo-se “ligado” ou “agitado”.

Mudanças no Comportamento

  • Falando muito rápido, pulando de uma ideia para outra, tendo pensamentos acelerados
  • Facilmente distraído
  • Aumento de atividades direcionadas a um objetivo, como iniciando novos projetos
  • Incansável
  • Dormindo pouco
  • Tendo uma crença não realista quanto às próprias habilidades
  • Comportando-se impulsivamente e se envolvendo em muitas atividades prazerosas, de alto-risco, como gastando tudo o que tem, sexo impulsivo, investimentos impulsivos nos negócios.

 14 Sintomas do transtorno bipolar na fase maníaca

  • Distrair-se facilmente
  • Redução da necessidade de sono
  • Capacidade de discernimento diminuída
  • Pouco controle do temperamento
  • Compulsão alimentar, beber demais e/ou uso excessivo de drogas
  • Manter relações sexuais com muitos parceiros
  • Gastos excessivos
  • Hiperatividade
  • Aumento de energia
  • Pensamentos acelerados que se atropelam
  • Fala em excesso
  • Autoestima muito alta (ilusão sobre si mesmo ou habilidades)
  • Grande envolvimento em atividades
  • Grande agitação ou irritação.

Sintomas do transtorno bipolar na fase depressiva

  • Desânimo diário ou tristeza
  • Dificuldade de se concentrar, de lembrar ou de tomar decisões
  • Perda de peso e perda de apetite
  • Comer excessivamente e ganho de peso
  • Fadiga ou falta de energia
  • Sentir-se inútil, sem esperança ou culpado
  • Perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas
  • Baixa autoestima
  • Pensamentos sobre morte e suicídio
  • Problemas para dormir ou excesso de sono
  • Afastamento dos amigos ou das atividades que antes eram prazerosas.

O risco de tentativas de suicídio em pessoas com transtorno bipolar é grande. Os pacientes podem abusar do álcool ou de outras substâncias, piorando os sintomas.

Em alguns casos, as duas fases se sobrepõem. Os sintomas maníacos e depressivos podem ocorrer juntos ou rapidamente um após o outro. Isso recebe o nome de estado misto.

Tatamento

 TRANSTORNO BIPOLAR

TRANSTORNO BIPOLAR

Transtorno Bipolar Afetivo (Conhecimento aprofundado)

O Transtorno Bipolar, também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno mental que causa mudanças incomuns de humor, energia, níveis de atividade e habilidade de realizar as tarefas do dia-a-dia. Os sintomas do Transtorno Bipolar são graves. Eles são diferentes dos altos e baixos que todos passamos de tempos em tempos e podem prejudicar o relacionamento com as pessoas, o desempenho no trabalho e na escola e, até mesmo, resultar em suicídio. No entanto, essa é uma condição tratável, permitindo que os portadores desse transtorno vivam plenas vidas produtivas.

O Transtorno Bipolar geralmente aparece no final da adolescência e/ou início da vida adulta. Pelo menos metade dos casos iniciam-se antes dos 25 anos.1 Algumas pessoas têm seus primeiros sintomas durante a infância, enquanto outras só vão manifestar os sintomas mais tardiamente.

O Transtorno Bipolar não é fácil de perceber no início. Os sintomas muitas vezes parecem problemas separados, não reconhecidos como parte de um único problema maior. Algumas pessoas sofrem por anos antes de serem corretamente diagnosticadas e tratadas. Como diabetes ou doenças cardíacas, o Transtorno Bipolar é uma doença de longa duração que deve ser manejada com cuidado ao longo da vida da pessoa.

Quais são os sintomas do Transtorno Bipolar?

As pessoas com Transtorno Bipolar vivenciam estados emocionais intensos fora do comum em períodos distintos chamados “episódios de humor”. Um estado de alegria exagerada é chamado de episódio maníaco e um estado extremamente triste e de desesperança é chamado episódio depressivo. Às vezes, um episódio de humor inclui ambos os sintomas de episódios maníacos e depressivos. Isto é chamado de estado misto. Portadores do Transtorno Bipolar também podem ficar explosivos e irritados durante um episódio de humor.

Mudanças extremas na energia, atividade, sono e comportamento acontecem juntos com estas mudanças de humor. É possível que alguém com Transtorno Bipolar passe por longos períodos de humor instável ao invés de pequenos episódios de mania ou depressão.

Uma pessoa pode estar tendo um episódio de Transtorno Bipolar se ele ou ela apresenta um número de sintomas maníacos ou depressivos ao longo do dia, quase todos os dias, por pelo menos uma ou duas semanas. Às vezes os sintomas são tão graves que a pessoa não consegue funcionar normalmente no trabalho, escolar ou em casa.

 

Transtorno Afetivo Bipolar tipo I
É um conjunto completo de sintomas de mania, durante o curso da doença, acompanhado de um episódio de depressão.

O transtorno afetivo bipolar I pode ocorrer de três formas:
-Transtorno afetivo bipolar I, episódio maníaco único: o paciente deve estar passando por seu primeiro episódio maníaco.

-Transtorno afetivo bipolar I, recorrente: encerra a fase maníaca e se inicia a fase depressiva, com pequeno espaço de intervalo entre ambas as fases, cerca de dois meses.

– Episódios mistos: os estados depressivos e maníacos ocorrem com rápida alternância ou concomitantemente.

Passamos neste momento a estudar as alterações de algumas funções psíquicas deste transtorno, baseado nas descrições de Kaplan (1997).

Episódio depressivo

Afetividade: depressão, retraimento social, atividade diminuída.

Muitas vezes a pessoa deprimida nega a depressão e não se mostra abalada por ela. Quase que sempre são levadas ao tratamento por familiares e amigos; não vão por conta própria.

Linguagem: redução na velocidade e intensidade da fala, dando respostas monossilábicas.

Às vezes é necessário esperar alguns minutos para obter a resposta desses pacientes quando questionados.

Sensopercepção: na depressão psicótica podem ocorrer alucinações, que são mais raras; podem ter características catatônicas.

Pensamento: também na depressão psicótica podem apresentar delírios cujos conteúdos incluem culpas, pecado, inutilidade, pobreza, fracasso, perseguição ou também grandeza (como ser o Messias).

Há uma forte presença de sentimentos de culpa e inutilidade por estar doente.

– Orientação: 
a orientação é mantida, mas às vezes o paciente não tem ânimo para responder.

– Memória: pode haver esquecimento e comprometimento da concentração.
– Conduta: os pacientes depressivos apresentam maiores riscos de suicídio. Em caso de depressão psicótica podem também atentar contra a vida de alguém que faça parte de seu sistema delirante.
– Consciência:
 pode ocorrer estupor depressivo.


Episódio maníaco

Afetividade: são pacientes eufóricos, mas também podem ser irritáveis. Podem ter baixa tolerância à frustração, despertando sentimentos de raiva e hostilidade. Pode ser emocionalmente instáveis, o que facilita à chegada à fase depressiva.

Linguagem: falam demais e muito rápido; utilizam muitos jogos, rimas, trocadilhos e jogo de palavras. Quanto maior a intensidade da mania menor a capacidade de concentração, levando à fuga de ideias, salada de palavras e neologismos.

Os pacientes interferem em assuntos que não lhe dizem respeito, pelo fato de acreditarem saber de tudo.

– Sensopercepção: podem apresentar algumas alucinações bizarras.
– Pensamento: a presença de delírios de grandeza ocorre em 75% dos casos. Os delírios sempre envolvem poder, riqueza e habilidades.
– Orientação e memória: permanecem intactos, apesar da euforia extrema não permitir que eles respondam corretamente.
– Conduta: podem ser agressivos e ameaçadores. Suicídio e homicídio podem ocorrer, mas parece não serem comuns. As ameaças, geralmente, são às pessoas importantes como, por exemplo, o governador do Estado.

O transtorno afetivo bipolar I frequentemente se inicia pela fase da mania e é recorrente. A maioria dos pacientes experimenta tanto episódios maníacos quanto depressivos. Apenas 20% apresentam somente episódios maníacos.

O episódio maníaco tem início rápido, podendo evoluir (piorar) ao longo de algumas semanas. Pode durar cerca de três meses sem tratamento, cuja finalidade é diminuir o tempo dos episódios.

Os pacientes maníacos apresentam humor elevado, expansivo ou irritável. Geralmente exageram no consumo de bebidas alcoólicas. O seu modo de vestir também não passa despercebido com bijuterias e cores berrantes em combinações incomuns.

Não se prendem a pequenos detalhes, nem mesmo se interessam por idéias religiosas, políticas, financeiras, sexuais.

Às vezes pode ocorrer regressão e os pacientes maníacos brincam com suas fezes e urina.

O prognóstico é favorável; é possível conviver em sociedade, desde que estejam em tratamento.

Farmacoterapia
O medicamento mais utilizado é o carbonato de lítio (Carbolim, Carbolitium) que é um estabilizador do humor.

Outras drogas também podem ser utilizadas para tratar a mania como os anticonvulsivantes: carbamazepina (Tegretol), ácido valpróico (Depakene) e clonazepam (Klonopin).

Transtorno Afetivo Bipolar II

São caracterizados pela presença, durante o curso do transtorno, de episódios depressivos maiores e hipomaníacos.

A queixa principal desses pacientes é humor deprimido e perda de interesse. Colocam-se como pessoas inúteis, que não tem capacidade nem para chorar.

Cerca de dois terços dos deprimidos pensam em se matar e 15% deles comete o suicídio. Muitas vezes não conscientizam a doença e não se assumem enquanto doentes.

Queixam-se de diminuição de energia, dificuldades para dormirem (insônia), perda do apetite e redução de peso, sendo que todas as situações inversas às colocadas também podem ocorrer. A ansiedade é um sintoma comum na depressão.

Isto tudo ocorre combinado ao episódio hipomaníaco.

O transtorno afetivo bipolar II é de início mais precoce do que o I. O paciente do tipo II tem maior risco para tentar e cometer o suicídio do que o tipo I, visto que a depressão é o sintoma mais acentuado na II.

O prognóstico do transtorno afetivo bipolar II começou a ser estudado há pouco tempo, mas as pesquisas existentes revelam que é uma doença crônica, devendo ser tratada em longo prazo.

Farmacoterapia
Neste caso são mais utilizados os antidepressivos: imipramina (Tofranil), amitriptilina (Elavil), fluoxetina (Prozac), sertralina (Zoloft), entre outros.

Porém devem ser associadas a outras drogas como anticonvulsivantes, por exemplo, em função de que já foi comprovada a ineficiência do tratamento exclusivo com antidepressivos.

A principal diferença entre os dois tipos de transtornos afetivos bipolares é: o tipo I é maníaco com traços depressivos, e o tipo II é depressivo com traços hipomaníacos.

Causas

A exata causa do transtorno bipolar ainda é desconhecida, mas a ciência acredita que diversos fatores possam estar envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença, como:

Peculiaridades biológicas

Pessoas com transtorno bipolar parecem apresentar diferenças físicas em seus cérebros, o que pode levar os cientistas a descobrirem as causas exatas da doença.

Neurotransmissores

Um desequilíbrio entre os neurotransmissores parece ser um importante fator nas causas do transtorno bipolar.

Hormônios

Desequilíbrio hormonal também está entre as possíveis causas.

Hereditariedade

Pessoas que tenham parentes com histórico de transtorno bipolar são mais suscetíveis à doença, o que leva muitos cientistas a acreditarem que a genética possa estar envolvida nas causas da doença.

Meio ambiente

Fatores exógenos, como estresse, abuso sexual e outras experiências traumáticas (como a morte de algum ente querido), também podem estar relacionadas ao desenvolvimento do transtorno bipolar.

Tratamento do transtorno bipolar

Tratamento de Transtorno bipolar

O tratamento para transtorno bipolar costuma durar por muito tempo, até mesmo anos. Ele costuma ser feito por diversos especialistas de várias áreas – como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. A equipe médica, primeiramente, tenta descobrir quais são os possíveis desencadeadores da alteração de humor. Também podem ser investigados os problemas médicos ou emocionais que influenciam no tratamento.

Tratamento do transtorno bipolar

Confira algumas formas comuns de tratamento do transtorno bipolar:

  • Hospitalização, caso o paciente tenha comportamento perigosos, que ameace a própria vida e a de outras pessoas
  • Uso diário de medicamentos para controle das alterações de humor costuma ser uma prática bastante indicada no início do tratamento
  • Quando os sintomas já estão controlados, o tratamento avança e o foco passa a ser manter as alterações de humor do paciente estáveis
  • Se o caso do paciente for de dependência física ou psíquica de substâncias como álcool, drogas ou cigarro, o tratamento também deverá também reabilitar o paciente desses vícios.

Mas atenção: os períodos de depressão e mania voltam a ocorrer na maioria dos pacientes, mesmo sob tratamento. Os principais objetivos da terapia para transtorno bipolar são:

  • Evitar a alternância entre as fases
  • Evitar a necessidade de hospitalização
  • Ajudar o paciente a agir da melhor maneira possível entre os episódios
  • Impedir comportamento autodestrutivo e suicídio
  • Reduzir a gravidade e a frequência dos episódios

A psicoterapia é uma outra parte vital do tratamento de transtorno bipolar. Neste sentido, vários tipos de terapia podem ser úteis. Estes incluem:

  • Terapia cognitiva comportamental
  • Psicopedagogia
  • Terapia familiar.

Medicamentos

Medicamentos antipsicóticos e antiansiedade para problemas de humor costumam ser prescritos pelos médicos, bem como remédios antidepressivos. As pessoas com transtorno bipolar têm mais chance de apresentar episódios maníacos ou hipomaníacos se tomarem antidepressivos. Por essa razão, os antidepressivos só são receitados para as pessoas que também estão tomando um estabilizador de humor.

Terapia eletroconvulsiva

A terapia eletroconvulsiva (TEC) pode ser usada para tratar a fase maníaca ou depressiva de um transtorno bipolar caso não haja resposta aos medicamentos. A TEC usa uma corrente elétrica para causar uma breve convulsão enquanto o paciente está anestesiado. A TEC é o tratamento mais eficaz no caso das depressões que não são amenizadas com medicamentos.

Tratando crianças e adolescentes

Para crianças e adolescentes com transtorno bipolar são prescritos os mesmos tipos de medicamentos utilizados em adultos. No entanto, ainda há pouca pesquisa sobre a segurança e eficácia dos medicamentos para transtorno bipolar em crianças. Os tratamentos são geralmente decididos analisando caso por caso, dependendo dos sintomas, dos efeitos colaterais dos medicamentos e de outros fatores. Assim como acontece com os adultos, a ECT pode ser uma opção para os adolescentes com sintomas de transtorno bipolar 1 graves ou para os quais os medicamentos não demonstram eficácia. A maioria das crianças diagnosticadas com transtorno bipolar necessitam de aconselhamento como parte do tratamento inicial, para evitar a recorrência dos sintomas.

Psicoterapia, juntamente com um trabalho dos pais e professores, podem ajudar as crianças a desenvolver e resolver problemas sociais. A psicoterapia também pode ajudar a fortalecer os laços familiares e de comunicação entre os membros da família com a criança ou adolescente. Ela também pode ser necessária para resolver problemas de abuso de substâncias, como drogas e álcool, comum em adolescentes mais velhos com transtorno bipolar.

Medicamentos para Transtorno bipolar

Os medicamentos mais usados para tratar os sintomas de transtorno bipolar são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

O paciente com transtorno bipolar afetivo provavelmente vai precisar fazer muitas mudanças de estilo de vida para parar com as oscilações de comportamento. Aqui estão algumas medidas que devem ser tomadas e que ajudarão a acelerar a recuperação e tornarão o prognóstico mais tolerável:

Largue vícios

Pare de beber ou de usar drogas, mesmo que seja somente para uso recreativo. Uma preocupação com o transtorno bipolar são as consequências negativas de comportamentos de risco e abuso de drogas ou álcool. Obtenha ajuda se você tiver problemas para sair por conta própria.

Relacione-se com pessoas positivas

Fique longe de relacionamentos que não sejam saudáveis e que não lhe façam bem. Cerque-se de pessoas que são uma influência positiva e evite aquelas que incentivam maus comportamentos ou atitudes que possam agravar os sintomas de transtorno bipolar. 

Faça exercícios físicos regularmente

A atividade física regular e moderada pode ajudar a estabilizar o seu humor. Trabalhar fora de casa libera substâncias químicas no cérebro chamadas endorfinas que fazem você se sentir bem e que podem ajudar a dormir, além de trazerem uma série de outros benefícios. Verifique com seu médico e personal trainer antes de iniciar qualquer plano de exercícios, especialmente se você está tomando alguns medicamentos. A atividade física é importante, mas não pode interferir no uso de remédios indispensáveis para o transtorno bipolar. Transtorno Bipolar Afetivo

Durma bem

Dormir o suficiente é essencial para controlar as oscilações de humor. Se você tiver problemas para dormir, fale com o seu médico sobre o que você pode fazer a respeito.

Como lidar com uma pessoa bipolar?

É importante que não exista qualquer discriminação ou rótulo do tipo: “você é doente”, “você é um bipolar”, “não dá para confiar, pois nunca sabemos quando vai adoecer” e outras observações negativas nestes sentido.

Os cuidados básicos são conduzi-lo a uma vida normal, sendo suporte nos períodos de crise ou de surto e ajudando na reinserção social logo que a crise seja controlada. Estarem atentos aos possíveis “gatilhos” desencadeadores de crises e, através de um diálogo construtivo, fazer com que o próprio paciente enxergue isto sem qualquer vergonha. Acompanhá-lo e incentivá-lo a um tratamento seguro e eficaz.

A família deve se lembrar de pedir apoio também ao profissional que cuida de seu familiar, que poderá orientá-los melhor com todas as dúvidas ou incertezas. Além disso, a ciência tem evoluído bastante e contamos com novos agentes terapêuticos que já conseguem dar um nível e qualidade de vida muito bom aos portadores do transtorno bipolar que efetivamente se tratam e tem a compreensão e o apoio familiar.

Complicações possíveis

Se não for tratado, transtorno bipolar pode levar a complicações graves, como:

  • Dependência física, química e psíquica de substâncias como álcool, cigarro e drogas
  • Problemas legais e com a justiça
  • Problemas financeiros
  • Problemas e tensões em relacionamentos e outras relações pessoais
  • Isolamento e solidão
  • Problemas profissionais e fraco desempenho no trabalho, na escola e nos estudos em geral
  • Suicídio.

Transtorno bipolar tem cura?

Os medicamentos estabilizadores de humor podem ajudar a controlar os sintomas do transtorno bipolar. Entretanto, os pacientes geralmente precisam de ajuda e apoio para tomar os medicamentos corretamente e garantir que os episódios de mania e depressão sejam tratados o mais rápido possível.

Algumas pessoas param de tomar o medicamento assim que se sentem melhores ou porque a mania traz uma sensação boa. Parar de tomar o medicamento pode causar problemas sérios.

O suicídio é um risco real durante a mania e a depressão. Pessoas com transtorno bipolar que pensam ou falam sobre suicídio precisam de atendimento médico de emergência.

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  Artigos acadêmicos

artigos acadêmicos

 

Diagnóstico, tratamento e prevenção de mania e hipomania no transtorno bipolar

  • Ricardo Alberto MorenoFMUSP; Hospital das Clínicas; Instituto de Psiquiatria
  • Doris Hupfeld MorenoFMUSP; Hospital das Clínicas; Instituto de Psiquiatria; Grupo de Estudos de Doenças Afetivas
  • Roberto RatzkeFaculdade Evangélica do Paraná
Palavras-chave: Transtorno bipolar, mania, hipomania, diagnóstico, tratamento

ABSTRATO

 Pelo menos 5% (Moreno, 2004 e Angst et al., 2003) da população em geral apresentaram mania ou hipomania. Irritabilidade e sintomas depressivos durante breves episódios de hiperatividade e a heterogeneidade dos sintomas complicam o diagnóstico. Doenças neurológicas, metabólicas, endócrinas, inflamatórias, além de intoxicação e abstinência de drogas, podem causar uma síndrome maníaca. Às vezes, a hipomania ou mania são diagnosticadas erroneamente como distúrbios de normalidade, depressão maior, esquizofrenia, personalidade, ansiedade e controle de impulso. O lítio é a primeira opção de tratamento para episódios de mania. Ácido valpróico, carbamazepina e antipsicóticos atípicos também são freqüentemente usados. A terapia eletroconvulsiva deve ser usada em mania grave, psicótica ou gestacional. Para a profilaxia de episódios maníacos, o lítio é o medicamento com a maioria dos estudos controlados. Mais estudos são necessários para investigar a eficácia profilática do valproato, olanzapina e outros medicamentos. O tratamento e a profilaxia da hipomania permanecem pouco estudados e geralmente seguem as diretrizes usadas para a mania.

TRANSFERÊNCIAS

PUBLICADOS
01-01-2005
COMO CITAR
Moreno, R., Moreno, D. & Ratzke, R. (2005). Diagnóstico, tratamento e prevenção de mania e hipomania no transtorno bipolar. Archives of Clinical Psychiatry , 32 (supl.1), 39-48. https://doi.org/10.1590/S0101-60832005000700007
SEÇÃO
Artigos Originais

 

Epidemiologia do Transtorno bipolar afetivo

  • Instituto de PsiquiatriaMaurício Silva de Lima; Seção de Epidemiologia
  • Juliana TassiUniversidade Federal do Paraná
  • Ingrid Parra NovoPUC-Paraná
  • Jair de Jesus MariUniversidade Federal de São Paulo
Palavras-chave: transtorno bipolar, espectro bipolar, prevalência, epidemiologia

ABSTRATO

 Informações sobre a epidemiologia do Transtorno Bipolar Afetivo são essenciais para fornecer uma estrutura para a formulação de políticas eficazes de saúde mental. Nas últimas duas décadas, pesquisas populacionais sobre morbidade psiquiátrica em adultos foram realizadas e, como resultado, agora estão disponíveis detalhes sobre a frequência, fator de risco, deficiências sociais e taxas de uso de serviços de transtornos mentais. Os achados epidemiológicos sobre transtornos bipolares são discutidos à luz dos resultados de grandes pesquisas recentes de base populacional, a saber, o Estudo Epidemiológico da Área de Captação (ECA), a Pesquisa Nacional de Comorbidade (NCS), a Pesquisa OPCS de Morbidade Psiquiátrica na Grã-Bretanha, o Multicêntrico Brasileiro Estudo de morbidade psiquiátrica e os estudos longitudinais conduzidos em Zurique por Angst. As taxas de prevalência do transtorno bipolar foram geralmente baixas, independentemente da configuração, o tipo de instrumento usado para gerar o diagnóstico psiquiátrico e os períodos nos quais a prevalência é definida. Desde a introdução do conceito de espectro bipolar, ampliando os limites da doença, as taxas estimadas foram substancialmente mais altas. Tais taxas ainda precisam ser validadas por estudos populacionais. O transtorno bipolar é tão prevalente nas mulheres quanto nos homens, mais comum entre solteiros e pessoas separadas ou divorciadas. Os afetados pela doença têm maior probabilidade de usar serviços médicos e de serem hospitalizados. O custo-efetividade dos tratamentos deve ser equilibrado com o alto impacto individual e social associado à doença bipolar. Desde a introdução do conceito de espectro bipolar, ampliando os limites da doença, as taxas estimadas foram substancialmente mais altas. Tais taxas ainda precisam ser validadas por estudos populacionais. O transtorno bipolar é tão prevalente nas mulheres quanto nos homens, mais comum entre solteiros e pessoas separadas ou divorciadas. Os afetados pela doença têm maior probabilidade de usar serviços médicos e de serem hospitalizados. O custo-efetividade dos tratamentos deve ser equilibrado com o alto impacto individual e social associado à doença bipolar. Desde a introdução do conceito de espectro bipolar, ampliando os limites da doença, as taxas estimadas foram substancialmente mais altas. Tais taxas ainda precisam ser validadas por estudos populacionais. O transtorno bipolar é tão prevalente nas mulheres quanto nos homens, mais comum entre solteiros e pessoas separadas ou divorciadas. Os afetados pela doença têm maior probabilidade de usar serviços médicos e de serem hospitalizados. O custo-efetividade dos tratamentos deve ser equilibrado com o alto impacto individual e social associado à doença bipolar. mais comum entre solteiros e pessoas separadas ou divorciadas. Os afetados pela doença têm maior probabilidade de usar serviços médicos e de serem hospitalizados. O custo-efetividade dos tratamentos deve ser equilibrado com o alto impacto individual e social associado à doença bipolar. mais comum entre solteiros e pessoas separadas ou divorciadas. Os afetados pela doença têm maior probabilidade de usar serviços médicos e de serem hospitalizados. O custo-efetividade dos tratamentos deve ser equilibrado com o alto impacto individual e social associado à doença Transtorno Bipolar Afetivo